Naquele grande reino, ao nascer um novo dia, nasceu também uma princesa, a quem puseram o nome de Aurora. Para o baptizado foram convidadas três fadas madrinhas: Flora, Fauna e Primavera.

Flora concedeu à princesa o dom da beleza,

Fauna, o da música.

Quando a fada Primavera se acercava do berço, para também fazer a sua oferta, foi subitamente ultrapassada pela bruxa Malévola, que ninguém tinha convidado, e que gritou:
-Quando fizeres dezasseis anos vais picar-te no fuso de uma roca e morrerás!
E, dando uma enorme gargalhada, desapareceu no ar.
Estarrecidos, os reis suplicaram a Primavera que rompesse o feitiço.

-Não tenho poderes para isso, apenas posso torná-lo mais suave, respondeu a fada.
E aproximando-se da princesa disse-lhe:
-Não morrerás...adormecerás profundamente, até que um beijo de amor te desperte!

Os anos passaram e Aurora cresceu e transformou-se numa bonita jovem, vivendo no bosque, sempre sob os cuidados atentos das três fadas. Ao completar dezasseis anos, estas levaram-na para o castelo, para junto dos pais.

Ficou deslumbrada! Percorreu todas as alas e, numa delas, encontrou uma velha, a bruxa Malévola, que estava a fiar numa roca, e lhe pediu ajuda. Aurora, boa como era, não foi capaz de dizer que não. Mas mal tocou na roca, picou-se, e caiu no chão profundamente adormecida.

Quando as três fadas, que já haviam regressado ao bosque, souberam do sucedido, resolveram encantar o castelo. Todos adormeceram nos lugares onde estavam, o rei, os músicos,os criados, até o bobo da corte, as aias e os cavaleiros!

As fadas foram avisar o príncipe do sucedido, pois só ele poderia quebrar o feitiço, derrotando o mal.

Na torre mais alta a linda princesa dormia. Quando encontrou Aurora, o príncipe, maravilhado com tanta beleza e com o ar bondoso dela, beijou-a com todo o amor.
O feitiço desfez-se! Aurora acordou. E acordou o rei. E a rainha também. E acordou toda a corte. E a alegria voltou ao castelo, e fizeram-se grandes festejos, com música e danças por todo o lado.

O príncipe pediu Aurora em casamento, casaram, e, como em todos os contos de fadas, viveram felizes para sempre.